quarta-feira, 26 de julho de 2017
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Mediunidade e Autocura - Leonardo Pereira
Mediunidade e Autocura
A mediunidade é faculdade orgânica de que todos nós, em
graus diferentes, somos portadores.
Kardec, o mestre de Lion, nos esclarece,
contudo, que essa denominação aplica-se aquele a que a faculdade se apresenta
“bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes...” (1) .
Assim, não um dom, pois todos a possuímos.
Nem um privilégio.
As
classificações de médiuns e mediunidade variam muito.
Guardam relação com os
compromissos assumidos no mundo espiritual e com o progresso individual de cada
criatura.
Conquanto os
médiuns sejam classificados em dois grupos ─ de efeitos físicos e de efeitos
intelectuais ─ médiuns com faculdades semelhantes apresentam inúmeras
diferenças quanto à sua aplicação ou ostensividade.
Tudo depende de um
organismo mais ou menos sensível, conforme ensina Kardec.
A árvore da mediunidade
Costumo
explicar a mediunidade comparando-a a uma árvore ─ ‘a árvore da mediunidade’.
Para
entendermos isso, vamos imaginar que a raiz seja formada de duas palavras:
sensitivo e impressionável.
Todos nós somos sensitivos e impressionáveis.
A raiz ─ é a
fonte principal de alimentação de toda a árvore; onde tudo começa.
Seguindo
esse raciocínio, encontramos o princípio pelo qual Kardec define que todos são
médiuns, tendo em vista que em diversos momentos recebemos as impressões, mas
quase sempre não as compreendemos.
Isso resulta em sensações diversas como, por
exemplo, arrepios, calafrios, de que alguem está no local conosco, ou que
alguem passou por nós, etc.
No caule ─
encontramos a inspiração e a intuição.
Todos nós, mesmo quando não pensamos ou
raciocinamos em torno da inspiração ou da intuição, sempre estamos sendo
inspirados ou intuidos, para o bem ou para o mal.
Na maioria das vezes, julgamos
serem nossas todas as idéias, sejam elas de grande ou pequena monta.
É um fator
de tal ordem, que Kardec, ao questionar os Espíritos Codificadores sobre esse
tema ─ “Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? ─ teve
como resposta: “Muito mais do que imaginais”. Influem a tal ponto, que, de
ordinário, são eles que vós dirigem” (2) .
Os diversos
galhos ─ são as várias faculdades mediúnicas que Kardec define como “de efeitos
patentes”, em que nos especializamos para desempenhar nossa tarefa evolutiva na
terra. Ex.: psicofonia, psicografia, psicopraxia (3) , clarividência,
clariaudiência e outras tantas.
A mente e os fenômenos mediúnicos
Salientamos
que a mente é a base de todos os fenômenos mediúnicos.
Períspirito a
períspirito nos conectamos.
O pensamento e a vontade são os agentes dessa
conexão e facultam o intercâmbio entre os dois mundos: o físico e o espiritual.
Ao emitirmos um pensamento, ele reflete em
nosso períspirito, e outros Espíritos o podem ler como se fosse em um livro (4)
.
Diríamos até que, diante do avanço tecnológico, Espíritos de nossa ordem,
como também os mais evoluídos, veriam o nosso pensamento como em uma televisão
de plasma.
Essa emanação de ondas mentais, no entanto, pode atrair ou repelir,
refletindo uma lei universal: a lei de afinidade.
O complexo pineal
Mergulhados
no Éter Divino nos movemos e respiramos.
A física quântica nos mostra a
realidade das redes de conexão universal onde tudo está em tudo, razão pela
qual estamos intimamente interligados.
Os dois
mundos ─ o físico e o espiritual ─ são separados por estados vibratórios
diferentes.
Quanto ao mundo espiritual, podemos, através da sensibilidade
mediúnica, percebê-lo e com ele estabelecer contato.
Em constante
comunicação, através do complexo pineal (essa ‘antena’ potente e muitas vezes
despercebida em nossas experiências reencarnatorias) (5) , captamos, emitimos,
atraímos ou repelimos ondas mentais, de acordo com os nossos pensamentos, nos
processos de vibração e sintonia.
E mesmo que não identifiquemos a sua
existência, ela existe e é responsável pela faculdade mediúnica.
Nela reside a
plataforma orgânica da mediunidade.
Em essência,
somos o que pensamos.
E o que pensamos constitui a nossa plataforma mental de
contato com o plano espiritual.
Daí resultam as assimilações de correntes
mentais, muitas vezes doentias, pois, não rara vezes, estamos doentes da alma,
enfermos da raiva, da mágoa, do orgulho, da vaidade, presos aos laços da
matéria ou grudados nela pelo apego aos bens terrenos e pelo desejo de posse.
Entretanto,
não obstante vivermos ainda instintos primários e adorarmos as sensações,
estamos trilhando o campo dos sentimentos, na busca do Amor, tão decantado e
tão desconhecido.
Construímos,
então, a felicidade ou a infelicidade de acordo com o mundo mental em que nos
situamos.
Quanto a isso, destacamos, mais uma vez, o papel do complexo pineal,
que, além de emitir e receber ondas mentais, as transforma em reações
neuroquímicas, despejando em nosso organismo o fruto mental de nossas escolhas.
Por isso,
doente não cura doente.
Curar alguém significa, primeiro, buscar a nossa cura,
ou, no mínimo, estar em processo de renovação constante, que engloba reforma
íntima, mudança de hábitos, renovação de pensamento, auto amor, auto perdão,
resignação, o exercício do bem e a prática das várias expressões da Caridade,
na Terra e no além.
A cura e o poder da vontade
Por
oportuno, lembremo-nos do episódio da cura do paralitico (Lucas 5-18:24):
“Alguns
homens transportaram o paralítico numa cama e procuravam fazê-lo entrar.
Não
achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado,
e, por entre as telhas, o baixaram com a cama, até ao meio, diante de Jesus.
E,
vendo Ele a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te são perdoados.
[...]
Que arrazoais em vossos corações? Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te
são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?
Ora, para que saibais que o Filho
do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti
te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa. E, levantando-se
logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa,
glorificando a Deus. [...]”.
Como
vemos o poder da vontade, aliado ao conhecimento, pode operar o que o vulgo
chama de “verdadeiros milagres”.
Como em nossa doutrina, segundo a lógica dos
fluidos, o milagre não encontra espaço nem ressonância, isso ficaria apenas no
campo do acaso.
Mas o bom senso nos manda estudar as energias, conhecer a
intimidade dos fluidos, averiguar e esmiuçar o fenômeno da mediunidade, com o
intento de entender o espírito, o períspirito e o corpo físico.
O melhor
médium é sempre aquele que mais se conhece; o que busca, inquire e quer saber
de sí mesmo.
O “conhece-te a ti mesmo” (atribuído aos Sete Sábios - 650 a.c. -
550 a.C.), inscrito no portal do oráculo de Delfos, já revelava a necessidade
de autoconhecimento em nosso processo evolutivo.
Conhecendo-nos, seremos
capazes de discernir o que é e o que não é nosso, o que, nesse campo intrínseco
da fenomenologia medianímica, é deveras importante.
E assim,
envolvidos no campo da ciência espírita, mobilizados pela sua filosofia e pela
imensidão de questionamentos concernentes à vida e sua amplitude metafisica,
somos convocados, pela Sabedoria Divina, a desenvolver o reino dos céus que
está dentro de nós.
Para tal
propósito, no entanto, devem estar em nossa linha de ação o auto amor e a auto
iluminação, para que esse reino se exteriorize em nossas relações do dia-a-dia,
abrangendo tudo e todos à nossa volta, transformando-nos e transformando o
mundo.
Eis aí o
sentido da religião espírita, a ligação com Deus, fazendo-nos parte ativa do
seu reino.
Que
brilhe a vossa luz!
Leonardo Pereira
(Orador Espírita e trabalhador do Grupo Lamartine Palhano JR. em Goiabeiras).
Contato: leonardopereira2@yahoo.com.br
(1) - O Livro dos Médiuns (Allan Kardec) - Cap. XIX – Dos
Médiuns – item 159.
(2) - O Livro dos Espíritos(Allan Kardec) -Parte 2ª – Cap.
IX – questão 459.
(3) - Dicionário de Filosofia Espírita – Lamartine Palhano
Jr.
(4) - A
Gênese ( Allan Kardec) - Cap. XIV – item 15.
(5) - Dr. Sergio Felipe / Estudos sobre a glândula pineal – matéria sobre Medicina e Espiritualidade. (USP) Universidade
de São Paulo.
Foto banco de imagens google
Disponível em em http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/mediunidade-e-autocura-conhecendo-um-pouco-mais.
Acesso: 02 ABR 2015.
domingo, 21 de setembro de 2014
Mediunidade com Jesus - Manoel Philomeno de Miranda
Mediunidade com Jesus
Manoel Philomeno de Miranda
" A mediunidade com Jesus é ponte sublime por onde
transitam as mais elevadas expressões do pensamento divino entre os homens.
Fonte inexaurível de recursos transcendentes, flui e reflui
exuberante, dessedentando, banhando de forças e de paz.
Das suas nascentes superiores procedem a inspiração e o
alento, as energias que sustentam nos momentos cruciantes do
martírio e dos testemunhos sacrificiais.
Pelo seu conduto falam os Céus aos homens, responde o Pai às
súplicas vertidas na oração, a misericórdia balsamiza chagas e impele à
santificação da Caridade.
O apóstolo, o missionário, o santo de qualquer ministério e
realização por ela conseguem os vislumbres e antevisões, os sonhos e os
arroubos, as instruções e os apelos elevados que os impulsionam ao avanço, à
realização, aos objetivos nobres, apesar dos motejadores, perturbadores e
adversários que se lhes colocam à frente, ameaçadores...
Médium de Deus, dignificou-a Jesus Cristo, elevando-a à sua
mais sublime condição.
Descuidada, porém, converte-se em furna de sombras e
males incontáveis, que terminam por
derrotar o mordomo leviano que a desrespeita.
Ao abandono faz-se porta de acesso a alienações incontáveis
e enfermidades fisiológicas de diagnose difícil.
Percepção do espírito, através do perispírito nas suas
tecelagens mui sutis, com as vibrações com que sintoniza, fazendo-se claro sol
ou pesada noite nas paisagens da vida.
Edificá-la com sacrifício e preservá-la dos ladrões, dos
vícios de toda ordem que atraem as Entidades perniciosas, que a desnaturam e
embrutecem, é obrigação do homem decidido, do cristão consciente."
FRANCO. Divaldo Pereira pelo Espírito Manoel Philomeno de
Miranda. Do Livro Grilhões Partidos.
As Equipes Mediúnicas Espíritas - José Ferraz
As Equipes Mediúnicas Espíritas
José Ferraz
As atividades das equipes mediúnicas nos Centros Espíritas
são de fundamental importância para a solução de problemas psíquicos,
desenvolvimento, educação da personalidade mediúnica e atendimento desobsessivo
dos seus integrantes com uma perspectiva socorrista para os Espíritos
sofredores e perturbadores que renteiam na esfera de ação dos encarnados.
Todas as Instituições espíritas precisam destas atividades
para manterem inclusive a coesão de pensamento nos ideais de enobrecimento das
criaturas humanas, que se propõem a trabalhar pela causa do amor ao próximo e
sofrem as investidas de Espíritos malévolos, empenhados em criar
desentendimentos e malquerenças nas hostes espiritistas.
Por esta razão, o bom senso recomenda que a prioridade na
composição da primeira equipe mediúnica, de qualquer Centro espírita, deve
recair sobre aqueles que fazem parte da Diretoria em exercício, presumindo-se
que todos esses possuam conhecimento doutrinário razoável, vida moral sadia e
estejam integrados às tarefas de promoção humana.
Sem convites precipitados, os encarregados do Departamento
Doutrinário aguardam as solicitações dos frequentadores das reuniões públicas
doutrinárias, integrados na Instituição, para receberem a permissão depois do
estudo prévio de O Livro dos Médiuns, a fim de se incorporarem aos grupos
mediúnicos espíritas analisando-se cada caso com um critério de seleção
cuidadoso, com bases nas diretrizes exaradas nas diretrizes traçadas por Allan
Kardec, antes de conceder-se a necessária autorização.
O dirigente encarnado que será o representante no plano
físico do Mentor espiritual da equipe deve ser preferencialmente, um elemento
que faça parte da Diretoria executiva ou então alguém de inteira confiança
dela, devendo preencher os requisitos mínimos para o desempenho da função,
notadamente o conhecimento teórico sobre a mediunidade, características de
liderança natural, e ascendência moral na convivência com os encarnados,
refletindo nos desencarnados.
No seu impedimento, não existindo um substituto devidamente
credenciado pelo titular, não é recomendável que se processe a parte prática do
intercâmbio espiritual.
Nesses casos as leituras preparatórias serão realizadas
normalmente, com posterior conversação edificante sobre as questões lidas, com
os cuidados compreensíveis para evitar-se polêmicas, finalizando-se as
atividades com vibrações salutares e a prece de encerramento.
No transcorrer destas atividades, os Orientadores
espirituais farão o atendimento aos Espíritos sofredores programados, no nível
do plano espiritual com os recursos energéticos simultâneos, do plano físico e
extra físico.
Na hipótese de um grupo iniciante, sem médiuns ostensivos
atuantes, as atividades devem tomar um caráter de estudo sistemático das obras
básicas do Espiritismo, notadamente de O Livro dos Médiuns, desdobradas através
de comentários objetivos e resumidos, devendo-se evitar a dinâmica discursiva e
desnecessária.
No final dos estudos reservar alguns minutos para
aclimatação daqueles possuidores da faculdade em afloramento, para uma
convivência mental mais estreita com os Espíritos sofredores trazidos pelos
Orientadores no plano extrafisico para um atendimento de enfermagem espiritual.
Quando os médiuns atuantes iniciarem as comunicações com frequência, deve-se
suspender o estudo sistemático passando somente para as leituras preparatórias
sem necessidade de comentários.
Sobre o número de pessoas que devem compor as equipes
mediúnicas existem variadas opiniões de estudiosos encarnados e desencarnados.
Todavia, caberá ao dirigente encarnado dimensionar a quantidade ideal de
participantes para a formação de um grupo bem afinado.
Seria conveniente elaborar-se um regulamento interno,
consultando o capítulo específico existente em O Livro dos Médiuns e em outras
obras de autores confiáveis para as normas disciplinares a serem seguidas de
referência: a assiduidade, o número de comunicações dadas por cada médium, e
outros detalhes que ficarão a cargo do encarregado do Departamento Doutrinário
da Instituição.
Importante frisar que o êxito dos trabalhos com a
participação da equipe espiritual vai depender da postura pessoal dos seus
integrantes encarnados.
Imprescindível uma preparação antecipada,
principalmente na conduta mental e moral, cuidados alimentar, de repouso físico
para relaxar as tensões físicas e psicológicas, provenientes das atividades
cotidianas.
Fonte
Rede Amigo Espírita . Artigo da Autoria de José Ferraz, trabalhador da Mansão do
Caminho, Salvador/Ba e membro do Projeto Manoel Philomeno de Miranda.
domingo, 24 de agosto de 2014
O Poder da Oração - Manoel Philomeno de Miranda
O Poder da Oração
Manoel Philomeno de
Miranda
O cérebro, este dínamo gerador de energia psíquica, é também
fonte de exteriorização que se espraia, facultando a vitalização ou
desequilíbrio na área que focaliza.
Externando-se através do pensamento, este se lhe torna o
veículo que a potencializa e direciona.
Quanto maior for a intensidade mental da idéia, mais
poderosa se apresenta a onda em que se movimenta.
Em face dessa realidade, o cultivo dos pensamentos
edificantes, pela constituição vibratória de que se reveste, estimula os
neurônios cerebrais que produzem substâncias saudáveis e processamentos
eletroquímicos, que facilitam as sinapses e viajam pelo sistema circulatório,
vitalizando as células e auxiliando-as no processo de mitose harmônica.
Quando estão carregados de pessimismo ou malquerença, de
ressentimentos e ódios, produzem moléculas que são eliminadas pelos mesmos
neurônios com alto poder destrutivo, que perturbam as comunicações e se alojam
no sistema nervoso central e no endócrino, afetando o de natureza imunológica,
naquele indivíduo que prossegue na emissão de mensagens tóxicas e
perturbadoras, às vezes atingindo a pessoa que esta na mira da sua revolta.
O ato da oração é constituído pelo fixar dos pensamentos
nobres e aspirações superiores, produzindo ondas carregadas de amor e de
harmonia que mantêm em grande atividade os centros nervosos, que se alimentam
de forças e, de imediato exteriorizam as vibrações que atraem os bons
espíritos, que acorrem para ajudar, ao tempo em que as canalizam no rumo das
Esferas superiores onde são captadas para análise imediata.
Em face do seu conteúdo especial, são potencializadas e
retornam ao emissor, proporcionando-lhe vitalização e alegria.
Pode, dessa forma, a oração ser encaminhada aos Centros
espirituais de captação para análise de conteúdo ou direcionar-se para os
objetivos a que se destina.
Por isso, a oração pode ser de louvor, quando se expressa em
hinos de alegria e de homenagem ao criador, à vida, às ocorrências
existenciais; de rogativa, quando revestida pela necessidade que pode ser
socorrida pelo Divino Poder, não apenas por quem ora, assim como em favor
daquele por quem se intercede, e de gratidão, transformada em júbilo pelo que
se tem logrado ou ainda não conseguiu...
A oração inunda de emoções superiores o ser que se lhe
entrega ao ministério.
Quando é a favor do próximo, encarnado ou no plano
espiritual, alcança-o como uma onda de paz, que favorece a reflexão, o
despertar da consciência para a responsabilidade, o diminuir das aflições,
ensejando o prosseguimento a partir desse momento com diferente disposição
emocional e psíquica.
Mesmo quando o beneficiário ignora o recurso que lhe é direcionado,
ainda assim é alcançado pela emissão vibratória e experimenta alteração para
melhor no quadro do comportamento em que se encontra.
Se conhecedor do benefício, gerando sintonia mental, mais se
robustece de recursos valiosos, que se transformam em bem-estar, saúde e paz.
Enfermos terminais uns, portadores de doenças degenerativas
outros, de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos diversos, quando envolvidos
pelas ondas benéficas da oração, experimentam sensações favoráveis que, se
utilizadas de forma edificante, podem modificar a situação em que se encontram,
reiniciando os processos de recuperação ou de diminuição dos seus sofrimentos.
Os desencarnados, por sua vez, sentindo-se recordados e
queridos, ao captarem a onda mental que lhes é direcionada, têm diminuídas as
angústias e perturbações, reconsiderando a situação em que se encontram e se
reanimando, desse modo adquirindo forças e valor para superarem as dificuldades
que os afligem, frutos amargos da insensatez a que se entregaram anteriormente.
A onda mental da oração cinde a densa camada da psicosfera
deletéria onde respiram aqueles a quem é enviada a mensagem de amor, e qual um raio
vigoroso deixa a claridade da sua presença e descarga de energia benéfica de
que se faz portadora.
Não elimina, certamente, os débitos, nem seria justo que
assim acontecesse, também não impede o insucesso, mas oferece serenidade e
confiança para o enfrentamento dos efeitos perniciosos dos atos transatos,
trabalhando em favor da mudança da paisagem, que se nimba de diferente conteúdo
propiciador de paz e de vitória que devem ser alcançadas, a partir de então.
Simultaneamente, aquele que ora se potencializa e irradia
ondas de harmonia que envolvem a tudo e a todos quantos lhe estão no campo
psíquico ou emocional.
Animais e plantas captam as ondas mentais que lhe são
dirigidas, refletindo no comportamento os efeitos saudáveis ou danosos do tipo
de vibrações de que se constituem.
No momento em que a criatura humana se conscientizar do
poder da oração ou do pensamento nobre, o planeta será beneficiado pela emissão
individual e coletiva de orações para recuperá-lo após todas as agressões que
tem sofrido pela imprevidência e loucura dos seus habitantes, tornando-se
abençoado reduto de regeneração, ao invés de oficina de dolorosas provas e
expiações.
O pensamento, portanto, vinculado a Deus, ao bem, ao amor,
ao desejo sincero de ajudar, eis a oração que todos podem e devem utilizar, a
fim de que a felicidade se instale por definitivo nos corações.
Por isso que as formas e as fórmulas utilizadas para a
oração se fazem secundárias, sendo indispensável a intenção do orante, cujo
propósito estimula o dínamo cerebral a liberar a onda psíquica vigorosa que lhe
conduzirá a aspiração.
O hábito de orar, a constância da oração, a elevação do
pensamento se transformarão em um estado especial de equilíbrio espiritual, que
sustentará o ser em todas e quaisquer ocasiões da sua existência.
Isto, porque, oração é vida, e com Jesus é vida em
abundância...
FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Manoel
Philomeno de Miranda.
Ideologia Partidária X Doutrina dos Espíritos - Jorge Hessen
Ideologia Partidária X Doutrina dos Espíritos
Jorge Hessen
O legado da tolerância doutrinária não se deve manifestar na
forma de omissão diante das enxertias conceituais e ideias anômalas que alguns companheiros intentam impor nas instituições doutrinárias em nome da militância
política.
Principalmente nas proximidades das disputas para eleições
político-partidárias, em que surgem aqui e acolá discussões sobre se o espírita
deve ou não candidatar-se a algum cargo eletivo.
Em verdade, a Doutrina dos Espíritos não estimula o
engajamento para funções nas estruturas político-partidárias.
E não ajusta sua
tribuna a serviço da propaganda partidária de quaisquer candidatos.
A tarefa
urgente do espírita é a transformação de comportamento individual, a luta pelo
ideal do bem, em nome do Evangelho.
Agindo assim, os espíritas não estão
alheios às questões políticas; engana-se quem pensa o contrário.
Os espíritas
incorruptíveis, fiéis à família, à sociedade e aos compromissos morais, são,
integralmente, cidadãos ativos, que exercem o direito e/ou obrigação (depende
do ponto de vista) de votar; porém, sem vínculos com as absurdas contendas
ideológico-partidárias.
Se algum confrade estiver vinculado a qualquer partido
político, se deseja concorrer como candidato a cargo eletivo, obviamente tem
total liberdade de fazê-lo, mas que atue bem longe dos ambientes espíritas, de
modo que não camufle, dentro da Instituição Espírita, disfarçada intenção,
visando conquistar votos dos frequentadores.
O excesso de cautela nesse caso é
recomendável; não é questão de preconceitos; é até uma questão de lógica, pois,
em se discutindo assuntos da política humana, é inadmissível trazer, para as
hostes espíritas, o partidarismo, a ideologia (de “direita”, “esquerda”,
“centro”, “ambas” etc. etc. etc.).
Conquanto, como cidadão, cada espírita tenha
o direito e o livre-arbítrio para militar no universo fragmentado das
ideologias político-partidárias, não tem o direito de confundir as coisas.
Não
esqueçamos que o Espiritismo não é um fragmento da política mundana, nem
tampouco se envolve com grupos políticos sectários, que utilizam meios
contraditórios com os fins de poder.
Como vimos, por razões óbvias, repetimos, é imperioso
distinguir o interesse de valor inócuo da política humana da excelsa política
de Jesus – a “Verdadeira luz que alumia a todo homem”(1).
Quando trabalhamos
pela erradicação da miséria e da exclusão social, estamos adotando a política
“d’Aquele que é desde o princípio”(2).
A política do verdadeiro espírita é a
favor do ser humano e de seu crescimento espiritual.
O espírita consciente não
se submete nem se omite diante do poder político, e nem tampouco assume o lugar
de “oposição” ou de “situação”.
Até porque "o discípulo sincero do
Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo
para cumprir o ministério que lhe é cometido.
O Governador da Terra, entre nós,
para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os
interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e
decretos, respeitáveis embora"(3).
Bezerra e Eurípedes
O primeiro capítulo do Estatuto da Sociedade Parisiense de
Estudos Espíritas estabelece a seguinte PROIBIÇÃO (isso mesmo, PROIBIÇÃO!):
“AS
QUESTÕES POLÍTICAS, DE CONTROVÉRSIA RELIGIOSA E DE ECONOMIA SOCIAL NELA
[S.P.E.E.] SÃO INTERDITAS”.
Portanto, e por imparcial razão, é inaceitável
alguém utilizar a tribuna espírita para propaganda político-partidária.
Da
mesma forma, é situação deprimente um espírita utilizar palanques eleitoreiros
a fim de implorar votos, valendo-se demagogicamente de sofismas e simulacros de
“modéstia”, “pobreza”, “humildade”, “altruísmo”, “tolerância”, exaltando suas
inigualáveis “virtudes” e colossais obras de “caridade”.
Aconselhamos a tais
imponderados "espíritas”, mendicantes de votos, que se afastem do
Espiritismo e optem por outro credo, a fim de que seja assegurado ao movimento
espírita a não contaminação dessa infecciosa política reles e mesquinha de
interesses pessoais.
Alguns defensores da politização nas casas espíritas evocam
Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo a fim de justificarem seus
arrazoados.
A carreira política de Bezerra de Menezes iniciou-se em 1861,
quando foi eleito vereador municipal pelo Partido Liberal.
Foi reeleito para o
período 1864-1868 e elegeu-se Deputado Geral em 1867.
Novamente foi eleito
vereador em 1873.
Ocupou o cargo de presidente da Câmara, que atualmente
corresponde ao de prefeito do Rio de Janeiro, de julho de 1878 a janeiro de
1881.
Nessa época, a intensificação da luta abolicionista teve a adesão de
Bezerra, que usou de extrema prudência no trato do assunto.
Entretanto, no dia
16 de agosto de 1886, o público de duas mil pessoas que lotava a sala de honra
da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, ouviu, silencioso e atônito, o famoso
médico e político anunciar sua conversão ao Espiritismo. A partir daí, não se
envolveu com o partidarismo político.
Quanto a Eurípedes Barsanulfo, foi respeitável representante
político de sua comunidade, sem dúvida.
Tornou-se secretário da Irmandade de
São Vicente de Paula, tendo participado ativamente da fundação do jornal
"Gazeta de Sacramento" e do "Liceu Sacramentano".
Logo
viu-se guindado à posição natural de líder, por sua segura orientação quanto
aos verdadeiros valores da vida.
Através de informações prestadas por um dos
seus tios, tomou conhecimento da existência dos fenômenos espíritas e das obras
da Codificação Espírita.
Diante dos fatos, voltou completamente suas atividades
para a nova Doutrina, pesquisando por todos os meios e maneiras, até desfazer
totalmente suas dúvidas.
A partir daí, o partidarismo político deixou de ser
parte integrante dos anseios do jovem mineiro.
Não temos necessidade de representantes políticos
*
Por fortes razões, é necessário que façamos profunda
distinção entre Espiritismo e política partidária.
Somos “políticos” desde que
nascemos e vivemos em sociedade; sim, e daí?
A Doutrina Espírita não poderá,
jamais, ser veículo de especulação das ambições particulares nesse campo.
Se o
mundo gira em função de políticas econômicas, administrativas e sociais, não há
como tolerar militância política dentro das hostes espíritas.
Não se sustentam
as teses simplistas de que só com a nossa participação efetiva nos processos
políticos ao nosso alcance ajudaremos a melhorar o mundo.
Isso é parvoíce ideológica.
Isso é parvoíce ideológica.
Não há como confundir a política terrena de interesses
menores com a política do “Filho do Altíssimo”(4).
Cada situação na sua
dimensão correta.
Política partidária, aos políticos pertence, enquanto que
prática espírita é atividade para espíritas cristãos.
O argumento de que os
parlamentares se servem, com o pretexto de "defender" os postulados
da Doutrina, ou aliciar prestígio social para as hostes espíritas, ou, ainda,
ser uma "luz" entre os legisladores, é argumento ardiloso, desonesto.
"NÃO TEMOS NECESSIDADE ABSOLUTA DE REPRESENTANTES OFICIAIS DO ESPIRITISMO
EM SETOR ALGUM DA POLÍTICA HUMANA"(5).
Os legítimos estudiosos espiritistas acercam-se da compreensão
de viver naturalmente impregnados de bom senso e humildade.
Entendem que
"a missão da doutrina é consolar e instruir, em Jesus, para que todos
mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida.
Trocá-la por um
lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos ensinos, porque todas as
organizações humanas são passageiras em face da necessidade de renovação de
todas as fórmulas do homem na lei do progresso universal"(6).
Mais uma vez, afiançamos que não se sustentam as teses
inúteis de que só com a nossa participação efetiva nos processos políticos ao
nosso alcance ajudaremos a “melhorar” o Brasil.
Não esqueçamos que o “Rei dos
Séculos”(7) cogitou muito a melhora da criatura em si.
Não nos consta que o
“Filho de Deus”(8) tivesse aberto qualquer processo político-partidário contra
ou a favor do poder constituído à época.
Portanto, a nossa conduta apolítica
(apartidária) não deve ser encarada como conformismo; pelo contrário, essa
atitude é sinonímia de paciência operosa, que trabalha sempre para melhorar as
situações e cooperar com aqueles que recebem a responsabilidade da
administração de nossos interesses públicos.
É acertado lembrar que, nos imperceptíveis consentimentos,
vamos descaracterizando o programa da Terceira Revelação.
A título de tolerância,
diversas vezes fechamos os olhos para a politização nas casas espíritas;
entretanto a experiência demonstra que, às vezes, é presumível até fechar um
olho, porém nunca os dois.
Considerando que nosso mundo é a morada da opinião,
é natural que apresentemos para os companheiros militantes políticos desacordos
sobre esse tema.
Inadmissível, porém, tendo em vista a própria orientação da
Doutrina Espírita, é o clima de injunções que se coloca, não raro, envolvendo
os que confundem intensidade com agressividade, ou defesa da verdade com
inflexibilidade.
Estamos investidos de compromisso mais imediato, em vez de
mergulhar no mundo da política saturada por equívocos deploráveis.
Por isso,
não devemos buscar uma posição de destaque, para nós mesmos, nas administrações
transitórias da Terra.
Se formos convocados pelas circunstâncias, devemos
aceitá-la, não por honra da Doutrina que professamos, mas como experiência
complexa, onde todo sucesso é sempre muito difícil.
"O espiritista sincero
deve compreender que a iluminação de uma consciência é como se fora a
iluminação de um mundo, salientando-se que a tarefa do Evangelho, junto das
almas encarnadas na Terra, é a mais importante de todas, visto constituir uma
realização definitiva e real.
A missão da doutrina é consolar e instruir, em
Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da
vida.
Trocá-la por um lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos
ensinos, porque todas as organizações humanas são passageiras em face da necessidade
de renovação de todas as fórmulas do homem na lei do progresso
universal."(9)
Conclusão
Fosse uma sociedade educada para a tolerância recíproca,
para o respeito à autoridade, para o trabalho persistente, sem conflitos entre
servidores e governo, empresários e trabalhadores, em que as pessoas se unissem
para compreender a necessidade dos valores espirituais na vida de cada um ou de
cada grupo social, seríamos um país venturoso e pacífico.
Muitos podemos
admirar a política enquanto ciência, enquanto princípios, enquanto filosofia,
mas definitivamente não precisamos nos envolver em partidarismos políticos.
Pensamos ser justos em lutar por nossa ação voluntária na Sociedade, seja na
ação profissional, seja na ação de cidadania, sem trocar nossa dignidade por
politicagens ou conveniências pessoais.
Jorge Hessen
Referências bibliográficas:
1 João 1:9
2 1 João 2:13
3 Xavier, Francisco Cândido. Vinha de Luz, ditado pelo
Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1999,cap. 59
4 Lc 1.32
5 VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito
André Luiz, Rio de janeiro: FEB, 2001, Cap. 10
6 Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo
Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1984, pergunta 60
7 1Tm 1.17
8 Mt 2.15
9 Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo
Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1984, pergunta 60.
Fonte:
Artigo publicado na
revista Eletrônica O Consolador http://www.oconsolador.com.br/ano8/376/especial.html
e no site: http://aluznamente.com.br
Jorge Luiz Hessen (Brasília/DF)
é membro da Rede Amigo Espírita, servidor Publico Federal,
residente em Brasília, palestrante, escritor, articulista em diversos jornais e sites, com
textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Imortal,
Revista Internacional do Espiritismo, entre outros e além de conselheiro da
revista eletrônica O Consolador.
Blog:http://jorgehessen.net/
Email: jorgehessen@gmail.com
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